quarta-feira, 1 de março de 2017

Évora








Évora

      


Évora
Brasão de ÉvoraBandeira de Évora
Evora-RomanTemple.jpg
Templo Romano de Évora




















Évora é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Évora,  na região do Alentejo  e sub-região do Alentejo Central,  com 49 252 habitantes, em 2011.
Évora é a única cidade portuguesa membro da Rede de Cidades Europeias mais Antigas.
É sede do quinto município mais extenso de Portugal, com 1 307,08 km² de área e 56 596 habitantes (2011), subdividido em 12 freguesias. O  município é limitado a norte pelo município de  Arraiolos,  a nordeste por Estremoz,  a leste pelo Redondo,  a sueste por  Reguengosde Monsaraz,  a sul por Portel,  a sudoeste por Viana do Alentejo  e a oeste por Montemor-o-Novo.  É sede de distrito  e de antiga diocese, sendo metrópole eclesiástica ( Arquidiocese de Évora).  Évora é popularmente conhecida como a "Capital do Alentejo".
O seu centro histórico bem-preservado é um dos mais ricos em monumentos de Portugal, o que lhe vale o epíteto de Cidade-Museu. Em 1986, o centro histórico da cidade, foi declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO..



História




Muralhas de Évora

Évora e sua região circundante tem uma rica história que recua mais de cinco milénios, como demonstrado por monumentos megalíticos,  próximos como a Anta do Zambujeiro e o Cromeleque dos Almendres.  Alguns povoados neolíticos desenvolveram-se na região, o mais próximo localizado no Alto de São Bento. Outro povoado deste tipo é o chamado Castelo de Giraldo,  habitado continuamente desde o 3º milénio até ao primeiro milénio antes de Cristo e de esporádica ocupação na época medieval. Escavações arqueológicas, porém, não demonstraram até agora se a área da actual cidade era habitada antes da chegada dos romanos.
Segundo uma lenda popularizada pelo humanista  e escritor eborense  André de Resende  (1500-1573), Évora teria sido sede das tropas do general romano Sertório,  que junto com os lusitanos  teria enfrentado o poder de  Roma.  O que é sabido com certeza é que Évora foi elevada à categoria de  município sob o nome de Ebora Liberalista Júlia, em homenagem a Júlio César.  A origem  de etimológica do nome Ebora é proveniente do celta antigo ebora/ebura, caso genitivo plural do vocábulo eburos (teixo ), nome de uma espécie de árvore, pelo que o seu nome significa "dos teixos". A actual cidade de Iorque  (York), no Norte de Inglaterra,  na época do  Império Romano,  era denominada Eboracum/Eburacum, nome derivado do celta  antigo Ebora Kon (Lugar dos Teixos), pelo que o seu nome antigo está hipoteticamente relacionado com o da cidade de Évora. Na época de Augusto  (r. 27 a.C.-14 d.C.), Évora foi integrada à Província da Lusitânia  e beneficiada com uma série de transformações urbanísticas, das quais o Templo romano Évora -  dedicado provavelmente ao culto imperial  - é o vestígio mais importante que sobreviveu aos nossos dias, além de ruínas de banhos públicos. Na freguesia da Tourega,  os restos bem-preservados de uma villa  romana mostram que ao redor da cidade existiam estabelecimentos rurais mantidos pela classe senhorial. No século III, num contexto de instabilidade do Império, a cidade foi cercada por uma  muralha  da qual alguns elementos existem até hoje.




Claustros da Sé de Évora (século XIII-XIV).

O  período visigótico  corresponde a uma época obscura da cidade. Na época da dominação muçulmana,  a cidade conheceu um novo período de esplendor económico e político, graças a sua localização privilegiada. As muralha  foram reconstruídas e um alcácer  e uma mesquita  foram construídos na área da acrópole  romana.
A tomada de Évora aos mouros deu-se em 1165 pela acção do cavaleiro Geraldo sem Pavor,  responsável pela reconquista cristã  de várias localidades alentejanas. Inaugurou-se assim uma nova etapa de crescimento da urbe, que chegou ao século XVI como a segunda cidade em importância do reino. D. Afonso Henriques  concedeu-lhe seu primeiro  foral  (carta de direitos feudais) em 1166, e estabeleceu na cidade a Ordem dos Cavaleiros de Calatrava  (mais tarde  Ordem de Avis ) .
Entre os séculos XIII e XIV foi erguida a Sé Catedral de Évora,  uma das mais importantes catedrais medievais portuguesas, construída em  estilo gótico  e enriquecida com muitas obras de arte ao longo dos séculos. Além da Sé, na zona do antigo fórum  romano e alcácer muçulmano foram erguidos os antigos paços do concelho e palácios da nobreza local. A partir do século XIII instalam-se na cidade vários mosteiros de ordens religiosas nas zonas fora das muralhas, o que contribuiu para a formação de novos centros aglutinadores urbanos. A área extra-muros contava ainda com uma judiaria  e uma mouraria.  O crescimento da cidade para fora da primitiva cerca moura levou à construção de uma nova cintura de muralhas no século XIV, durante o reinado de D.Dinis.  As principais praças da cidade eram a Praça do Giraldo  (originalmente Praça Grande) e o Largo das Portas de Moura e Rossio.  A Praça do Giraldo, sede de uma feira anual desde 1275, também foi sede dos paços do concelho (desde o século XIV) e da cadeia. Com o tempo, especialmente a partir do século XVI, o Rossio passou a concentrar as feiras e mercados da cidade.
Vista da cidade no Foral de Évora de 1501. A Sé encontra-se no ponto mais alto.
O século XVI corresponde ao auge de Évora no cenário nacional, transformando-se num dos mais importantes centros culturais e artísticos do reino. A partir de D. João II  e especialmente durante os reinos de D.Manuel e D. João III,  Évora foi favorecida pelos reis portugueses, que passavam longas estadias na urbe. Famílias nobres (Vimioso, Codovil, Gama, Cadaval e outras) instalaram-se na cidade e ergueram palácios. D. Manuel concedeu-lhe um novo foral  em 1501 e construiu seus paços reais   em Évora, em uma mistura de estilos entre o mudéjar, o manuelino,  e o renascentista.
D. João III ordenou a construção da Igreja da Graça,  belo templo renascentista onde planeou ser sepultado, e durante seu reinado foi construído o Aqueduto da Água de Prata  por Francisco Arruda. . Nessa época viveram na cidade artistas como o poeta Garcia de Resende, os pintores Frei Crlos, Francisco Henrique, Gregório Lopes,  o escultor Nicolau de Chanterene  e eruditos e pensadores como Francisco de Holanda e André de Resende.




Pátio da Universidade de Évora (século XVI).

Em 1540 a dioceses de Évora  foi elevada à categoria de arquidiocese e o primeiro arcebispo da cidade, o Cardeal Infante  D.Henrique,  fundou a Universidade de Évora  (afecta à  Companhia de Jesus ) em 1550. Um rude golpe para Évora foi a extinção da prestigiada instituição universitária, em 1759 (que só seria restaurada cerca de dois séculos depois), na sequência da expulsão dos Jesuítas do país, por ordem do  Marques de Pombal . Nos séculos XVII e XVIII muito edifícios importantes foram reformados ou construídos de raiz em estilo maneirista  ("chão"). No património da cidade destaca-se a capela-mor barroca da Sé, obra do arquitecto Ludovice,  e os muitos altares e painéis de azulejos que cobrem os interiores das igrejas e da Universidade.
No século XIX, Évora passou por muitas transformações urbanísticas, algumas de discutível qualidade. Na Praça do Giraldo, a cadeia e os antigos paços do concelho manuelinos foram demolidos e em seu lugar foi levantado o edifício do Banco de Portugal,  enquanto que a sede do concelho foi transferida ao Palácio dos Condes de Sortelha, na Praça do Sertório. O Convento de S. Francisco também foi demolido (a igreja gótica foi poupada) e em seu lugar foi construído um novo quarteirão habitacional e um mercado. No lugar do Convento de S. Domingos foi erguido o Teatro Garcia de Resende  (c. 1892). As muralhas medievais foram em grande parte preservadas, mas das antigas entradas apenas a Porta de Avis  foi mantida. No século XX foi construído um anel viário ao redor do perímetro da muralha, o que ajudou na sua preservação.
Foi feita Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito  a 26 de Abril de 1919.
Évora é testemunho de diversos estilos e correntes estéticas, sendo ao longo do tempo dotada de obras de arte a ponto de ser classificada pela UNESCO,  em  1986  como Patrimônio Comum da Humanidade. 

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Cascais








É sede de um município com 97,40 km² de área e 206 479 habitantes (2011), subdividido em 4 freguesias.  O município é limitado a norte pelo município de Sintra.  a leste por Oeiras  e a sul e a oeste pelo Oceano Atlântico,  na famosa Costa do Estoril.
Cascais situa-se a cerca de 30 minutos de Lisboa, junto à orla marítima. É a quinta vila mais populosa de Portugal (depois de Algueirão - Mem Martins, Corroios, Rio de Mouro e de Oeiras). Cascais tem-se recusado a ser elevada à categoria de cidade, por motivos turísticos.

História

Até meados do  éculo XIX, devido  aos maus acessos, costumava dizer-se que a "Cascais, uma vez e nunca mais".Porém a vila  de Cascais é, desde finais do  século XIX,  um dos destinos turísticos portugueses mais apreciados por nacionais e estrangeiros, uma vez que o visitante pode desfrutar de um clima ameno, das praias, das paisagens, da oferta hoteleira e gastronómica variada.
A 27 de Junho de 1964 o Concelho de Cascais foi feito Membro-Honorário da Ordem Militar de Cristo.








quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Lisboa - Portugal






Lisboa, Portugal


Lisboa GCTE é a capital de Portugal  e a cidade mais populosa do país. Tem uma população de 506 892 habitantes, dentro dos seus limites administrativos. Na Área Metropolitana de Lisboa,  residem 2 821 697 pessoas (2011), sendo por isso a maior e mais populosa área metropolitana do país. Lisboa é o centro político de Portugal, sede do Governo e da residência do chefe do Estado.  É o "farol da  lusofonia" (Daus) :  a Comunidade dos países de Língua Portuguesa  (CPLP) tem a sua sede na cidade. É ainda a capital mais a ocidente do continente europeu na costa atlântica.



O estatuto administrativo da cidade foi originalmente concedido pelo ditador Júlio César enquanto município romano. O imperador  acrescentou orgulhosamente à palavra “Olisipo”, que deu origem ao nome de Lisboa, a designação "Felicidade Júlia" (Felicitas Julia), em sua memória.
Lisboa é considerada como cidade global  devido à sua importância em aspectos financeiros, comerciais, mediáticos, artísticos, educacionais e turísticos. É um dos principais centros  do continente europeu, graças a um progresso financeiro crescente favorecido pelo maior porto de contentores  da costa atlântica da Europa e mais recentemente pelo Aeroporto Humberto Delgado,  que recebe mais de 20 milhões de passageiros anualmente (2015). Lisboa conta com uma  rede de auto estradas e  um sistema de ferrovia de alta velocidade (Alfa Pendular),  que liga as principais cidades portuguesas à capital. A cidade é a sétima mais visitada do sul da Europa,  depois de  Istambul, Roma, Barcelona, Madrid, Atenas e Milão,  com 1 740 000 de turistas em 2009, tendo em 2014 ultrapassado a marca dos 3,35 milhões. A nível global, Lisboa foi a 35.ª cidade com maior destino turístico em 2015, cerca de 4 milhões de visitantes.
Em 2015, foi considerada a 11.ª cidade turística mais popular, à frente de Madrid, Rio de Janeiro, Berlim e Barcelona. 
A história de Portugal é dominada pelas descobertas dos exploradores marítimos, as mais importantes das quais datam do princípio do século XV. A época dourada dos descobrimentos foi iniciada pelo Infante Dom Henrique, o Navegador, que queria quebrar o monopólio árabe das rotas comerciais de África e da Ásia. Os famosos exploradores portugueses incluem Bartolomeu Dias, que foi o primeiro europeu a passar o Cabo da Boa Esperança em 1487, Vasco da Gama, que descobriu o caminho marítimo para a Índia, Pedro Álvares Cabral, que foi o primeiro europeu a pôr os olhos no Brasil em 1500, e Fernão de Magalhães, que foi a primeira pessoa a atravessar todos os meridianos do globo. Esta época viu o sucesso dos exploradores portugueses em adquirir o monopólio da maioria do negócio das especiarias e as suas expedições ao Japão e ao Novo Mundo trouxeram grandes riquezas e poderio a Portugal. As novas descobertas não só trouxeram riquezas em termos de ouro, prata e especiarias, mas também poder e influência. A difusão do Catolicismo foi talvez o mais duradouro dos efeitos dos descobrimentos.








Em 1755, cerca das vinte para as dez da manhã de 1 de Novembro, um dos mais arrasadores e mortíferos terramotos da história da humanidade atingiu Lisboa. Estima-se que cerca de um quarto da população de 200 000 de Lisboa foi dizimada, mas poderão ter sido tantas como 100 000 mortes. O terramoto, que mediu cerca de 9 na escala de Richter, foi logo seguido por um tsunami e por extensos incêndios que em conjunto destruíram grande parte da cidade. O acontecimento tornou piores as tensões políticas em Portugal, protelando as suas ambições coloniais, mas recebe créditos por ter sido o berço da ciência da sismologia moderna. Apesar da catástrofe e graças à enorme riqueza colonial portuguesa, foi montada uma operação de recuperação em grande escala e dentro de meses o centro da cidade de Lisboa estava já reconstruído. Os bairros centrais neoclássicos de Lisboa foram os primeiros do mundo a ser desenhados como sendo à prova de terramoto e conta-se que foram usadas muitas tropas a marchar para recriar os efeitos dum cismo perto dos edifícios para testar os efeitos. A reconstrução concentrou-se na parte baixa da cidade e o declínio económico português subsequente impediu a completa ressurreição de Lisboa. Até no início do século XIX havia relatos de ruínas que não tinham sido reconstruídas. Alguns edifícios proeminentes no estilo manuelino sobreviveram ao terramoto, incluindo a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerónimos, ambos classificados pela UNESCO como Património da Humanidade.



O Castelo de São Jorge é de longe o edifício mais antigo de Lisboa, datando do século V. A história urbana de Lisboa poderá ter começado como um centro comercial para os mercadores fenícios que traziam lata da antiga Bretanha. Os vestígios da influência fenícia datam do século XIII a.C., mas a antiga Lisboa foi, segundo reza a lenda, fundada por Ulisses (Odysseus), o famoso rei de Ítaca e herói do poema épico de Homero, a Odisseia. Ulisses supostamente chamou a cidade de Olissipo, que significa porto encantador ou simpático e quando os romanos chegaram a capital ficou conhecida como Olissipona. Os romanos construíram muitos templos, aquedutos e banhos pela cidade, assim como uma enorme necrópole debaixo do que é hoje a Praça de Figueira. No início do século VIII Lisboa foi conquistada pelas tropas muçulmanas do Norte de África e do Médio Oriente, que por sua vez, construíram mesquitas em cima dos templos romanos e também construíram uma muralha fortificada para a cidade conhecida como a Cerca Moura, que ainda hoje é visível. À medida que o comércio floresceu sob o domínio mouro, Lisboa tornou-se mais cosmopolita, atraindo cristãos, berberes e judeus, e em 1147 foi tomada pelos cristãos, assinalando a norte, expulsão e conversão de residentes muçulmanos Lisboa e a construção de igrejas católicas sobre as mesquitas.
 


Cidade do Porto - Portugal





                                                          CIDADE  DO PORTO







 Cidade do Porto



Porto é a segunda cidade e o quarto município mais populoso de Portugal,  situada no noroeste  do país e capital da Área Metropolitana do Porto   (NUTS III e  área metropolitana),  da  região Norte  NUTS II ) e do Distrito do Porto.  A cidade é considerada uma cidade global gama.  O município,  com 41,42 km² de área  tem uma população de 237 591 habitantes (2011) dentro dos seus limites administrativos, sendo subdividido em sete freguesia.
É a cidade que deu o nome a Portugal – desde muito cedo (c. 200 a.C.), quando se designava de Portus Cale, vindo mais tarde a tornar-se a capital do Condado Portucalenses,  de onde se formou Portugal. É ainda uma cidade conhecida mundialmente pelo seu vinho,  pelas suas pontes e  arquitetura contemporânea e antiga, o seu cento histórico,  classificado como Patrimônio Mundial  pela UNESCO,  pela qualidade dos seus restaurantes e pela sua gastronomia], pela sua principal equipa de futebol, o Futebol Clube do Porto,  pela sua principal universidade pública: a Universidade do Porto,  colocada entre as 200 melhores universidades do Mundo e entre as 100 melhores universidades da Europa,  bem como pela qualidade dos seus centros hospitalares.
É a sede da Área Metropolitana do Porto,  que agrupa 17 municípios com 1 757 413 habitantes em 1.900 Km2 de área, com uma densidade populacional próxima de 1098 hab/km², o que torna a cidade a 13ª área urbana mais populosa da União Europeia  e a segunda área (NUTS III) mais populosa de Portugal. O Porto e a Área Metropolitana do Porto  constituem o núcleo estrutural da Região Norte,  que tem uma população de 3 689 609 habitantes (Censos de 2011), sendo, portanto, a região (NUTS II )  mais populosa de Portugal. Compreende 8 sub-regiões ou unidades de nível III (NUTS III).
O Porto, juntamente com os concelhos vizinhos de Vila Nova  de Gaia  e de Matosinhos,  forma a Frente Atlântica do Porto, que constitui o núcleo populacional mais urbanizado da Área Metropolitana, situado no litoral, delimitado, a oeste, pelo Oceano Atlântico,  com a influência estrutural do estuário do Rio Douro.  que une Gaia ao Porto. A cidade é a mais importante da altamente industrializada zona litoral da  Região Norte,  onde se localizam grande parte dos mais importantes grupos económicos do país, tais como a  Altri,  o Grupo Amorim Corticeira Amorim, o Banco BPI, a BIAL, a WFACEC,  a Frulact, a Lactogal, o Millennium BCP, a Porto Editora, a Sonaes, A Unicer ou o Grupo RAR.  está sediada no Porto. A Região Norte  é a única região portuguesa que exporta mais do que importa.

Os primeiros anos do novo século  foram pródigos em grandes investimentos em obras públicas, nem sempre geridos da melhor forma e, quase sempre, envoltos em controvérsia.
Logo em 2001, o Porto,  em conjunto com Roterdão,  foi Capital Europeia da Cultura. O programa cultural gizado pela Porto 2001,  a sociedade criada para gerir o evento, foi acompanhado por um forte investimento na recuperação do espaço público — Jardim da Cordoaria, Praça da Batalha, Praça de D.João I  — e em novas construções — Edifício Transparente e Casa da Música.  Algumas das intervenções não foram concluídas a tempo, outras sofreram grandes atrasos na sua execução e derrapagens orçamentais, e quase todas foram controversas.
Investimento estrutural para o  Grande Porto  foi o Mestre do Porto,  aberto em 2002  e que foi sendo aumentado nos anos subsequentes. Contou com a adesão imediata dos portuenses que o viram como uma infraestrutura da máxima importância, que só pecava por tardia. Igualmente válida parece ter sido a modernização e o alargamento do Aeroporto Francisco Sá Carneiro  — responsável por um significativo aumento de turistas estrangeiros na cidade —, bem como a construção de uma miríade de vias rápidas e auto-estradas — nomeadamente a Via Cintura Interna,  só integralmente concluída em 2007 — que foram desencravando o trânsito do Grande Porto, propiciando a fixação das pessoas mais longe do seu local de trabalho, incentivando o uso do transporte individual e o fácil acesso aos
shoppings  que foram proliferando.
Integrado na organização do Campeonato Europeu de Futebol de 2004,  em Portugal, , a cidade recebeu vários encontros, nomeadamente o jogo inaugural. Para este evento foram efectuados grandes investimentos, nomeadamente a completa remodelação e ampliação do Estádio do Bressa  e a construção do novo e sofisticado Estádio do Dragão,  projecto da autoria de Manuel Salgado,  que veio substituir o já ultrapassado Estádio das Antas. Nova celeuma em torno da pertinência destes investimentos e da alegada promiscuidade entre o poder autárquico e o mundo do futebol que acabou por propiciar a ascensão de Rui Rio  à presidência do município.
A tendência de desertificação da Baixa,  que já se fazia sentir nas últimas duas décadas do século XX  acentuou-se. À diminuição da população, seguiu-se o encerramento dos estabelecimentos comerciais e a decadência do edificado no centro da cidade. Em fins de 2004 foi criada a Porto Vivo - Sociedade de Reabilitação Urbana,  com a espinhosa missão de inverter esta situação.
O Porto tem a ganhar protagonismo tendo sido eleito como melhor destino Europeu Europeu em 2004. O Turismo tem aumentado constantemente e a sua zona historia tem sido gradualmente reabilitada. Tem-se assumido como oposição ao Centralismo.




quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Santiago de Compostela






Santiago de Compostela é uma cidade e município  (concello em  galego ) no noroeste de  Espanha.  É capital da comunidade autónoma  da Galiza  e faz parte da província da Coronha  e da comarca  de Santiago. O município tem 220 km2. de área.
É uma cidade internacionalmente famosa como um dos destinos de peregrinação cristã  mais importantes do mundo, cuja popularidade possivelmente só é superada por Roma e Jerusalém.  Ligado a esta tradição, que remonta à fundação da cidade no século IX, destaca-se a catedral de Santiago de fachada barroca,  que alberga o túmulo de Santiago Maior,  um dos  apóstolos  de Jesus Cristo.
A visita a esse túmulo marca o fim da peregrinação, cujos percursos, os chamados Caminhos de Santiago  ou Via Láctea, se estendem por toda a Europa Ocidental ao longo de milhares de quilómetros. Desde 1985 que o seu centro histórico (cidade velha) está incluído na lista de
Patrimônio Mundial da UNESCO.  Em 1993 foi também incluído nessa lista o Caminho de Santiago, que já tinha sido classificado como o primeiro itinerário cultural europeu pelo  Conselho da Europa.
Foi uma das capitais europeias da cultura em 20000.
Situa-se 70 km a sul da Corunha,  65 km a norte de Pontevedra,  100 km a noroeste de Ourense  e 115 km a norte da fronteira portuguesa de Valença.  Como capital da Galiza, ali está sediado o governo (Junta Galiza)  e o parlamento regionais galegos. É também uma importante cidade universitária, pela sua universidade,  fundada em 1495 e que no ano letivo de 2011-2012 tinha mais de 28 000 alunos inscritos e no ano anterior tinha 2 164 docentes.












segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Panamá






Panamá


       



República do Panamá
Bandeira do Panamá
Brasão de armas do Panamá
BandeiraBrasão de armas












































































Panamá República do Panamá (em castelhano: República de Panamá), é o país mais meridional  da América Central.  Situado no istmo  que liga as Américas  do Norte e do Sul, o país faz fronteira com Costa Rica,  a oeste; Colômbia,  a sudeste; Caribe,  ao norte, e com o Oceano Pacífico  ao sul. A capital é a Cidade do Panamá.
A população  do país é formada por uma maioria de mestiços de índios e europeus. O setor econômico mais importante é o de serviços,  que abrange as atividades financeiras e as rendas obtidas com a zona de livre-comércio de Colón,  a exploração do canal e o registro de navios mercantes.
Explorado e estabelecido pelos espanhóis no século XVI, o Panamá rompeu com o Império Espanhol  em 1821 e juntou-se a união de Nova Granada e Venezuela, Equador, sob o nome da República da Grã-Colômbia.  Quando a Grã-Colômbia foi dissolvida em 1831, o país e Nova Granada, que mais tarde se tornaria a Colômbia,  permaneceram unidos. Com o apoio dos Estados Unidos,  o Panamá se separou da Colômbia em 1903, permitindo que o Canal do Panamá fosse construído pelo Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos  entre 1904 e 1914. Em 1977, foi assinado um acordo  para a transferência completa do canal dos Estados Unidos para o Panamá até o final do século XX.
A receita proveniente do canal representa hoje uma parcela significativa do PIB do país. O Panamá tem a segunda maior economia da América Central.



Etimologia

A cidade no início, posteriormente o país, o istmo e o golfo são os lugares pelos quais foi emprestado o topônimo de uma aldeia onde os índios pescavam, na periferia da cidade  fundada em 1519 com o nome de Panamá, topônimo cujo significado na língua indígena  é "abundância de peixes, árvores e borboletas". Esta é a definição oficial dada em estudos sociais e livros didáticos  aprovados pelo Ministério da Educação do Panamá.  No entanto, outros acreditam que a palavra vem da palavra bannaba, da língua kuna,  que significa "distante" ou "longe.

A grafia correta é Panamá nas língua portuguesa, castelhana, italiana e francesa  e Panama nas línguas  inglesa e alemã.  O vocábulo panamá é a designação de um tipo de chapéu  o qual fabrica-se a partir da matéria-prima das folhas de uma palmeira  endêmica de cinco países da Mesoamérica que  que são o Panamá,  a Colômbia, o Peru e o Equador,  utilizando-se, também, como sinônimo de corrupção política,  escândalo financeiro, dinheiro mal administrado dos outros ou do governo, a partir das finanças ilegais praticadas por um companhia francesa denominada Compagnie Universelle du Canal Océanique que encarregava-se de construir o canal do Panamá.

História


Primeiros povos e colonização europeia

Colonização espanhola da América.

Vasco Nunes de Balboa.

No Panamá viviam índios chibchas, caribes,  cholos e chocóes. O istmo  foi uma das primeiras terras americanas descobertas e exploradas pelos espanhóis.  Em 1501, Rodrigo de Bastidas percorreu as costas caribenhas. Cristóvão  Colombo ancorou na baía de Portobelo em 1502 e, no ano seguinte, fundou Santa María de Belén, primeiro assentamento europeu em terras continentais americanas.
Em 1508, a coroa ordenou a colonização do istmo do Panamá (Tierra Firme) e nomeou Diego de Nicuesa como primeiro governador do território, denominado Castilla de Oro. Em 1510, Nicuesa fundou o porto  de Nombre de Dios, na costa do Caribe.
Fundada em 1519 por Pedrarias Dávila,  governador da Castilla del Oro, a cidade do Panamá  logo se desenvolveu, graças ao caminho construído até Nombre de Dios. Era forçoso que o ouro do Peru , assim como o tráfego de pessoas e mercadorias entre as colônias e a metrópole, passasse pelo istmo. Uma frota ligava o porto de Callao, perto de Lima  com o do Panamá.
No século XVIII, decaiu o tráfico marítimo na área. Em 1739, a tomada de Portobello pelos  britânicos  desorganizou o movimento comercial. O Panamá passou à jurisdição do vice-reinado de Nova Granada, quando este se separou do peruano.

Grã-Colômbia



Mapa da antiga  Grã-Colômbia
Os movimentos nas colônias espanholas na América  finalmente afetaram o Panamá, que em 28 de novembro de 1821  proclamou a independência.  Poucos meses mais tarde, integrou-se à Grande Colômbia de Simon Bolívar, ao lado da Venezuela,  Colômbia e Equador,  com o nome de departamento do Istmo. Sediou pouco depois o primeiro Congresso Interamericano, convocado por Bolívar em 1826.  Em 1840 houve uma efêmera independência de 13 meses, seguida da reincorporação do território à Colômbia, como departamento do Panamá.
Em 1846, um tratado entre o governo colombiano e os Estados Unidos  permitiu a construção da ferrovia interoceânica,  para a qual se garantiu neutralidade e livre trânsito. O descobrimento de ouro na Califórnia,  em 1849, revalorizou o papel do istmo como via de comunicação entre as costas oriental e ocidental dos Estados Unidos. Seis anos mais tarde, inaugurou-se a ferrovia  uma das mais promissoras fontes de divisas do governo colombiano, que o levou a empreender múltiplas e intermináveis negociações para a construção do canal, só iniciada em 1880. A companhia encarregada do vultoso empreendimento, de capital majoritariamente francês,  interrompeu os trabalhos em 1889 e, em 1898, a obra foi definitivamente paralisada. Os Estados Unidos entraram então em negociações com a Colômbia e estabeleceram, para concluir a construção, um tratado provisório que nunca chegou a ser ratificado pelo Senado  colombiano.

Independência

Independência do Panamá.

Em 3 de novembro de 1903, um movimento separatista proclamou a independência  do Panamá em relação à Colômbia.  Os Estados Unidos  reconheceram de imediato o novo estado e enviaram forças navais que impediram a chegada de tropas colombianas para sufocar a rebelião. Quinze dias depois, foi firmado o Tratado Hay-Bunau-Varrilla,  ratificado pelo governo provisório do Panamá, e que concedia aos Estados Unidos o uso, controle e ocupação perpétua da Zona do Canal, uma faixa de 16 km de largura através do istmo.  Em 1904  reiniciaram-se as obras. O canal só foi aberto oficialmente ao tráfego em 15 de agosto de 1914. 
A constituição  de fevereiro de 1904 autorizava a intervenção das forças armadas norte-americanas em caso de desordens públicas, o que, na prática, equivalia à instauração de um protetorado. A instabilidade política motivou diversas intervenções nos primeiros decênios do século e isso, somado à alienação da Zona do Canal,  que partia em dois o território nacional, alimentou na população sentimentos de hostilidade aos Estados Unidos e um crescente nacionalismo.




Trabalhos de construção do Canal do Panamá em 1907.

Em 1924 normalizaram-se as relações entre o Panamá e a Colômbia.  Em 1936, a "política da boa vizinhança" preconizada pelo presidente estadunidense Franklin Roosevelt  permitiu um princípio de revisão do Tratado Hay-Bunau-Varillha.  Arnulfo Arias, eleito presidente em junho de 1940, aproveitou a delicada situação internacional para exigir do governo dos Estados Unidos maiores compensações pelo uso bélico da Zona do Canal e da frota de bandeira nominalmente panamenha.  Após sua queda, em 1941,  o país entrou na segunda guerra mundial, seguindo as diretrizes dos Estados Unidos, que foram autorizados a operar em bases localizadas fora da Zona do Canal.
Em 1949 Arias foi novamente eleito, mas um golpe de estado entregou o poder dois anos mais tarde a José Antonio Remón, comandante da Guarda Nacional, que firmou com o presidente estadunidense
Dwight Eisenhower  novo tratado sobre o canal, mais favorável aos interesses panamenhos.
O assassinato de Remón, em janeiro de 1955, levou aos breves mandatos presidenciais de José Ramón Guizado e Ricardo Arias Espinosa. Ernesto de la Guardia Jr. governou de  1956 e 1960  a , quando as obras financiadas pelo Banco Mundial  e a entrada de capital estrangeiro para a construção de refinarias de petróleo favoreceram o desenvolvimento do país.
Durante o mandato  de Roberto Chiari (1960-1964)  concretizou-se um programa para a erradicação de bolsões de pobreza e a extensão da previdência social a amplos setores da população. Nessa época, a Ponte das Américas,  a estrutura sobre o Canal do Panamá  que une por via terrestre o istmo, foi inaugurada em 12 de outubro de  1962.  Os distúrbios de janeiro de 1964 e o rompimento temporário das relações com os Estados Unidos levaram a nova intervenção. Marco Aurelio Robles (1964-1968) assinou novos tratados em junho de 1967.

Governo Torrijos




Invasão do Panamá pelos Estados Unidos em 1989,

Arnulfo Arias, reeleito em 1968, foi destituído pela terceira vez por um golpe de estado. Instaurou-se uma junta militar, manipulada extraoficialmente por  Omar Torrijos,  comandante da Guarda Nacional, que em 1972 se fez outorgar poderes executivos especiais por um período de seis anos. A presidência do país, desprovida pela constituição  de 1972 de parte de seus poderes políticos em favor da Guarda Nacional, entre 1972 e 1978 foi ocupada por Demetrio Lakas.
O governo de Torrijos caracterizou-se pela realização de obras públicas e pelo intervencionismo econômico e social do estado. A nível externo, aumentou a tensão com os Estados Unidos  em relação ao canal, mas a boa disposição do presidente estadunidense  Jimmy Carter  conduziu a novo acordo, firmado em setembro de 1977, pelo qual foi determinada a cessão gradual ao Panamá dos direitos estadunidenses sobre o canal e sua Zona, processo a ser completado no ano 2000.
Em 31 de julho de 1981, durante a presidência de Arístides Royo, enquanto o país atravessava séria
crise econômica.  Torrijos morreu num acidente aéreo. Foi sucedido, no comando da Guarda Nacional, por Florencio Flores e, no ano seguinte, por Rubén Darío Paredes. Ricardo de la Espriella assumiu a presidência em 1982 e renunciou em fevereiro de 1984. As eleições de 30 de maio  do mesmo ano deram o poder a Nicolás Ardito Barletta, que renunciou um ano mais tarde. Eric Delvalle, presidente desde  1985,  foi destituído pela Assembleia Nacional quando tentou cassar, em 1988, o comandante da Guarda Nacional  Manuel Antônio Noriega,  acusado por um tribunal estadunidense de participar do tráfico internacional de drogas.
Em maio de 1989 realizaram-se eleições, anuladas depois de um aparente triunfo da oposição, e Francisco Rodríguez, ligado a Noriega, foi nomeado presidente provisório. Ante a crescente oposição internacional ao regime, em dezembro Noriega foi designado dirigente máximo do país e destituído no mesmo mês por nova intervenção americana. Guillermo Endara, aparente vencedor das eleições de maio, foi declarado presidente.